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No mercado atual da construção civil, os valores dos produtos e serviços dependem cada vez mais do percentual de inovações e tecnologias a eles incorporadas. Inúmeras dificuldades são encontradas no gerenciamento destas inovações e, por tal motivo, a empresa que souber tratá-los de forma eficiente estará sempre em posição de vantagem em relação à concorrência e será mais competitiva. Neste ambiente onde há a presença de inúmeros concorrentes, inclusive multinacionais, o ciclo de inovação tem que ser cada vez mais curto. A empresa precisa desenvolver produtos e processos com custos baixos, que sejam competitivos e possuam maior valor agregado. Desta forma há a exigência da empresa em assumir um papel inovador no desenvolvimento de suas atividades, como afirma Santiago & Kalintzis (2004). A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA nº. 307 de 5 de julho de 2002, em vigor desde o dia 2 de janeiro de 2003, impõe às geradoras de resíduos um período máximo de 24 meses para se enquadrarem nesta resolução. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a Gestão dos Resíduos da Construção Civil e cria a cadeia de responsabilidades: gerador / transportador / municípios. As responsabilidades dos resíduos gerados na construção civil serão: dos geradores que são “pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos”; dos transportadores que são “as pessoas físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação” e dos municípios. A preocupação ambiental tornou-se fator crítico no desenvolvimento dos processos de qualquer empresa. O resíduo de concreto fresco originado da produção nas centrais de concreto e no transporte via caminhões betoneiras é um assunto muito questionado na construção civil. Habitualmente
o processo de produção de concreto nas grandes concreteiras
contemplava o uso de centrais dosadoras, cuja função
era efetuar apenas a dosagem dos agregados, cimento e água,
componentes básicos do concreto, para a posterior mistura em
caminhões betoneiras. A aplicabilidade deste tipo de equipamento
em projetos de hidrelétricas era muito questionada, principalmente
devido à necessidade de produção de concreto
com maior resistência e menor variabilidade, fatos que não
aconteciam com o uso de centrais dosadoras. O concreto residual e a água utilizada para a limpeza das betoneiras são escoados para o equipamento, por meio de uma calha de alimentação (figura1).
Em seguida o processo de separação água de lavagem/agregado é executado no tambor, que possui uma espiral girando no sentido contrário ao fluxo de água, até a chegada dos agregados, já lavados, à calha de descarga e posteriormente reclassificados e encaminhado à central de concreto onde são reutilizados. A água de lavagem é escoada para um tanque de armazenagem que possui um agitador para manter os finos em suspensão, a mesma é bombeada para a central de concreto, onde é utilizada na produção de concreto que juntamente com a água potável forma-se a água total de mistura do traço. A
seguir ensaios laboratoriais são realizados para a verificação
da resistência à No entanto, não há até o momento normas brasileiras quanto aos requisitos para a reutilização da água de lavagem. Contudo, trabalhos desenvolvidos nos Estados Unidos, Noruega e outros países europeus convergem basicamente para os mesmos requisitos que necessitam ser avaliados para a reutilização da água de lavagem na produção do concreto. A reciclagem de materiais na construção civil é uma tecnologia pouco explorada e com reais possibilidades para contribuição à preservação ambiental. A metodologia aplicada demonstrou ser um possível processo produtivo e um campo a ser explorado.
Eduardo
Guida Tartuce |
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