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A vida útil de projeto é provavelmente o critério mais importante e constitui sem dúvida a primeira pergunta quando se escolhe um revestimento para o piso. Qual é a expectativa de vida da unidade industrial: 2, 5, 10 ou 20 anos? É possível ou desejável fazer-se uma manutenção regular? Está previsto um plano de conservação (limpeza) prolongando assim a vida útil do revestimento? Estas questões nem sempre são extrapoladas. A especificação para o revestimento do piso deve corresponder ao ciclo de vida ou a um dado período previsto sem manutenção, mas com conservação determinante para cada projeto. Poderá tratar-se de uma questão cultural mas que deve ser levada em consideração. Em determinados setores industriais, as normas vigentes exigem determinadas características, em matéria de higiene e segurança ocupacional quanto ao piso. Entretanto, em se tratando de instalações industriais, não existe um procedimento padrão a ser seguido, os quais, muitas vezes, são desenvolvidos pela equipe de manutenção do cliente, a partir de tentativa e erro, fazendo-se alterações quando necessário. O projeto é um processo crítico. É comum se deparar com a insuficiente atenção à escolha do tipo de revestimento, geralmente postergada ou ignorada. De igual modo, não são contabilizados planos de conservação. Em projetos de reabilitação e em programas de manutenção, as camadas de acabamento são muitas vezes revistas, seja para a mudança do lay-out ou para a instalação de novos equipamentos. Mesmo que este investimento tenha sido previsto inicialmente, valerá a pena considerar as consequências financeiras da perda de produção e/ou outros custos inerentes, devido à interrupção ou paradas. No sentido de manter o revestimento de pavimento escolhido nas melhores condições, é fundamental a ativação e cumprimento de um plano de conservação e limpeza correto adaptado às exigências do local. Neste sentido devem ser realizadas inspecções periódicas por uma empresa de conservação/limpeza especializada. A Limpeza Inicial O local a intervir deve ser previamente aspirado a seco, de forma a eliminar todo o tipo de resíduos sólidos (poeira, areia, etc). Uma segunda inspeção ajudará a identificar a existência de zonas que necessitem de um tratamento específico, como por exemplo, zonas com derrames de óleo, pegadas ou marcas de pneus de empilhadeiras. A escolha do melhor detergente, bem como do melhor método e equipamento a utilizar, deve ser analisado caso a caso pelos especialistas. A periodicidade destas ações está diretamente relacionada com o tráfego e contaminações a que o revestimento estará exposto. A facilidade de limpeza ou descontaminação deve ser cuidadosamente prevista. Os sistemas de pavimentação rígidos são, em geral, mais fáceis de limpar do que os elásticos. Estas propriedades são particularmente relevantes em laboratórios, indústria química, farmacêutica, alimentar, eletrônica, entre outras, devendo ser dada particular importância aos pontos singulares (drenos, meias canas, rodapés, etc), de forma a minimizar a ocorrência de anomalias, com conseqüente desenvolvimento para a superfície corrente e perda de características gerais do revestimento. Camada de Proteção Os produtos que compõem estas camadas deverão ser compatíveis com os revestimentos. Conseqüentemente os custos de manutenção futuros (repinturas) de maior ou menor complexidade são reduzidos ou mesmo eliminados, traduzindo-se em menores interrupções nos espaços a intervir. Precauções Para os casos em que as empilhadeiras circulam entre áreas externas e internas, existem tapetes especiais que, instalados nos locais de entrada, evitam que as rodas levem pó, areia, óleo, pedrisco, entre outros para dentro. Estes tapetes devem ter extensão tal que permitam que a maior rodagem dos veículos possa completar duas voltas se auto-limpando. Os equipamentos de limpeza e seus acessórios não deverão ser excessivamente abrasivos e devem ser adequados ao tipo de revestimento (rugosidade/textura) existente. Não usar escovas rotativas em revestimentos lisos ou numa situação inversa “mopas” em revestimentos rugosos. Além de danificar os equipamentos, o resultado final nunca será o pretendido. Os líquidos agressivos derramados acidentalmente, devem ser limpos ou absorvidos e eliminados o mais rapidamente possível. Depois de remover o líquido derramado, a área deve ser limpa com um detergente apropriado. Se tiver sido aplicada uma camada protetora, o revestimento deve ser inspecionado, verificando se a mesma não foi afetada, e caso o tenha sido deverá ser reposta. Para não prejudicar a aderência, a aplicação de camadas protetoras sobre revestimentos com derrame constante de líquidos deve ser evitada. .
Walter Tschopp, Michel Haddad O conteúdo deste artigo reflete a opinião do autor.
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