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A utilização comercial de fibras sintéticas no Brasil teve seu início no fim dos anos 90 e hoje existem diferentes players em nível internacional. O que chama a atenção no mercado de fibras sintéticas para concreto é a grande variedade de produtos disponíveis, de diferentes tecnologias, devido à versatilidade da indústria do plástico. As alternativas de produtos são bem-vindas em qualquer segmento da atividade produtiva, porém devem ser apresentadas e utilizadas com responsabilidade. Há cerca de três anos, quando se especificava a incorporação de fibras de polipropileno em um concreto de piso industrial, os engenheiros, compradores, executores de pisos e as centrais de concreto logo identificavam o produto do qual se estava falando. Hoje a simples descrição do produto “fibras de polipropileno” já não é mais suficiente para definir o produto. A partir da nossa experiência entendemos que o principal aspecto a ser definido quando se utilizam as fibras sintéticas em um projeto é a função a ser desempenhada pela fibra, individualmente, ou em conjunto. Uma vez definida a função que deve ser exercida pelas fibras sintéticas em um determinado projeto, outros aspectos devem ser considerados para que se possa eleger adequadamente a fibra a ser utilizada:
Pelo exposto, percebe-se a complexidade na abordagem deste assunto. A comparação entre as fibras não pode ser feita de maneira direta. Não será somente através da análise dos seus aspectos físico-mecânicos que poderemos apontar a fibra mais adequada. Deve-se levar em conta o desempenho esperado e o custo correspondente. Nossa expectativa é que com a atuação responsável e pró-ativa de todos os partícipes do processo e, após as discussões, experiências práticas e testes laboratoriais, possamos definir critérios técnicos, mensuráveis e transparentes que permitam o desenvolvimento sustentável deste setor.
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Júlio P. Montardo O conteúdo deste artigo reflete a opinião do autor.
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