Denominamos subleito o terreno de fundação preparado para receber o pavimento industrial. No Brasil, que segue a escola européia de trabalhar com pisos delgados, o subleito, que na maioria das vezes exerce o papel de fundação direta, é uma camada bastante exigida pela transmissão de esforços do pavimento industrial ao solo.

Na fase preliminar ou de projeto do pavimento é importante realizar ensaios com intuito de se conhecer as características do terreno, através de sondagens (SPT), e ensaios de caracterização do solo superficial através da realização de ensaios de limites de liquidez (NBR 6459), limite de plasticidade (NBR 7180), análise granulométrica por peneiramento e/ou sedimentação (NBR 7181), Índice de Suporte Califórnia (C.B.R.) (NBR 9895) e coeficiente de recalque (K), sendo que esses dois últimos podem ser correlacionados através de tabelas bastante usuais para esse tipo de serviço.

Na fase de execução é fundamental o controle tecnológico, com a realização dos ensaios de laboratório especializado para comprovar exigências de projeto e acompanhamento da compactação da camada através dos ensaios de compactação (NBR 7182), densidade “in situ” (NBR 7185 ou 12102) e umidade “in situ” (DER M28), ocorrendo a liberação da camada somente quando os parâmetros de projeto forem alcançados.

Sub-bases são elementos estruturais intermediários entre o piso em concreto e o subleito, e dentre diversas funções tem como principal o controle de deformações oriundas do piso, de forma a compatibilizar o comportamento mecânico das placas com o subleito. Em outras palavras a sub-base é responsável pela transferência dos esforços gerados pelo piso para a fundação - subleito.

Elas podem ser divididas em dois grupos: granuladas e estabilizadas. As granulares podem ter granulometria fechada ou aberta, sendo a última mais usual em pisos industriais. Quanto às estabilizadas as mais comuns são constituídas por solo cimento e brita graduada tratada com cimento (B.G.T.C.).

É importante que a eficiência do material a ser utilizado na sub-base, independentemente do tipo, seja controlada em laboratório especializado, visando a verificação dos parâmetros de projeto. Os ensaios de controle tecnológicos a serem realizados nas sub-bases granulares são análise granulométrica (DNER ME083) e Índice de Suporte Califórnia (C.B.R.) (NBR 9895).

Quando os parâmetros são estipulados em projeto, além dos ensaios já citados, as sub-bases estabilizadas devem ser ensaiadas à resistência a compressão axial (NBR 5739).

Na fase de execução é fundamental o controle tecnológico, com a realização dos ensaios de laboratório especializado para comprovar exigências de projeto e acompanhamento da compactação, ensaios de compactação (NBR 7182), densidade “in situ” (NBR 7185) e umidade “in situ” (DER M28) e desde que solicitado moldagem de corpos de prova para a realização dos ensaios a compressão axial. A liberação das respectivas camadas dar-se-á somente quando os parâmetros de projeto forem alcançados. Caso seja solicitado pelo projeto, pode ser realizado o ensaio de placa para determinar o coeficiente de recalque (K) no topo da sub-base para avaliar o conjunto sub-base e subleito.


Ioel Levy
Maio2009