Lapidar um diamante é possível pela utilização da ciência e arte milenar e, claro, pelo talento do profissional.

No processo de lapidação, é inspecionada a qualidade do mineral (diamante bruto), estudados quais e a qualidade das ferramentas de corte e polimento a serem utilizadas para obter a lapidação ideal e o resultado final: ter o melhor brilho do diamante.

Isto não é nada diferente da lapidação como sistema: parte mecânica e parte química. Lançado comercialmente nos EUA em 2004 para pisos cimentícios (concreto, placa vibro-prensada e revestimentos de alta resistência), vem ganhando espaço cada vez maior no Brasil.

Vale ressaltar que para o desempenho ideal dos processos de lapidação de pisos cimentícios torna-se obrigatória a utilização de máquinas próprias de lapidação, unidades aspiradoras sofisticadas com filtros auto-limpantes e outros acessórios que possibilitam obter um brilho próximo ao porcelanato, sistema a seco sem poeira e lama, que torna possível trabalho em áreas de atividades comerciais com liberação rápida das mesmas.

Faz-se necessária a utilização de ferramentas diamantadas metálicas e diamantadas resinadas de excelente qualidade e rendimento, responsáveis diretas pela qualidade do brilho na lapidação do piso.

A parte química do sistema também deve ser de excelente qualidade e aplicada corretamente conforme instruções do fabricante. É ela que tem o menor custo por m² e tem a função primordial de enriquecer o brilho e mantê-lo por proporcionar resistência à abrasão por pedestres (lojas) até empilhadeiras (fábricas e centros de distribuição).

Em pisos novos, temos oportunidade de controlar a granulometria, formato e cor dos agregados e a planicidade; porém, em pisos velhos, a parte crítica é a qualidade da especificação e execução da recuperação do piso por empresas certificadas e bem treinadas adotando os materiais mais adequados para cada caso.

O custo-benefício destes sistemas que não são formadores de películas dispensam seladores, ceras, etc. e a manutenção e limpeza se dão pela simples lavagem com produtos adequados e formulados para este sistema com o custo bem baixo e sem tornar o piso escorregadio, conforme testes feitos no NFSI National Floor Safety Institute (EUA).

Mais recentemente, foram lançados também no Brasil os produtos de tingimento para pisos, especialmente para pisos velhos, uma vez que como “acid stain” é capaz de realizar esta tarefa sem formação de película. No entanto, ao contrário do “acid stain”, eles não dependem da reação química pigmento – reagente - agregado - cimento obtendo cores vividas e uniformes. Estão disponíveis em base d´agua e solvente, com 24 cores e suas derivações.

Finalmente, para maior qualidade, é de suma importância que os pisos cimentícios a serem lapidados tenham a recomendação de um projetista e uma relação planicidade e nivelamento de qualidade.


Angelo Roncalli de Oliveira
Abril/2009