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O controle de qualidade é uma atividade de extrema importância
na garantia da qualidade dos pisos e pavimentos de concreto, ocorrendo
em diversos momentos da obra, inclusive com uso de recursos laboratoriais.
Enfocaremos apenas o controle efetivo na obra, quanto ao posicionamento
e preparo das armaduras. Devemos atentar ao posicionamento de todas as armaduras, respeitando as especificações dos projetistas e das condições executivas. Nesse momento, é importante considerar que não são recomendadas algumas práticas e soluções de obra, tais como:
Estas práticas têm se mostrado inadequadas, pois não garantem o posicionamento correto e tão pouco são factíveis em alguns casos. No caso dos pisos e pavimentos estruturalmente armados, a armadura inferior tem fundamental importância na capacidade estrutural. A tendência natural, neste caso, é de que a armadura fique muito próximo da face inferior da placa de concreto, posicionamento este condenável. Esta armadura deve ser posicionada entre 20 e 40 mm da face inferior conforme especificado em projeto, lembrando que os pisos de concreto devem ser compostos com uma camada de sub-base, normalmente em brita graduada, que estará oferecendo importante contribuição à proteção da armadura. A não observância do adequado cobrimento representa fator comprometedor da vida útil das estruturas, sendo este reduzido significativamente. Para que o cobrimento seja respeitado não basta a especificação em projeto; é necessário ainda a utilização de espaçadores adequados. Dentro das alternativas mais utilizadas estão as pastilhas argamassadas, espaçadores plásticos e espaçadores soldados. Os de argamassa, produzidos na obra, geralmente não possuem qualidade suficiente e normalmente se rompem ao passar de equipamentos e andar de operários, além de ser necessário longo espaço de tempo para o preparo de milhares de espaçadores. Já os espaçadores plásticos e os espaçadores soldados contribuem decisivamente para a garantia de posicionamento das armaduras disponíveis no mercado em grande escala. Para decidir pelo tipo de espaçador, o profissional deverá levar em consideração o tipo de apoio (brita, brita graduada, solo, concreto, etc..), o diâmetro do fio ou barra e o cobrimento especificado. Armadura
Superior Diversas literaturas internacionais tratam deste tema; porém nossa recomendação é de caráter prático, dentro das possibilidades reais das obras e equipamentos utilizados. O posicionamento destas armaduras não deve variar mais do que 10 mm do seu posicionamento especificado em projeto. Cuidado especial deverá ser tomado na região de emendas para o caso de uso das telas eletrosoldadas, defasando, quando possível, as emendas dos painéis. Quando o projeto do piso prevê a utilização de armadura dupla, normalmente com a utilização de tela eletrosoldada, o posicionamento pode se dar, normalmente por uso de espaçadores soldados entre elas. Essa solução tem sido muito utilizada desde o fim da década de 90 e consiste em distribuir linhas ou colunas de espaçadores soldados, afastados aproximadamente 80 cm uma das outras. Dentro de suas principais características, vantagens e benefícios, estão:
Atualmente não há dúvidas, sob o ponto de vista executivo e de garantia da qualidade do piso, que a utilização dos espaçadores soldados traz uma grande contribuição para a obtenção dos parâmetros almejados. As barras de transferência são dispositivos de transferência de carga vertical e restrição ao empenamento que permitem a movimentação horizontal entre placas de concreto. Devem ser preparadas em aço liso, sejam em CA 25 ou barras mecânicas, retilíneas, isentas de rebarbas nas extremidades, com aplicação de graxa ou óleo lubrificante em metade de seu comprimento adicionado de 5 cm e a outra metade protegida contra oxidação. O emprego de barras de transferência produzidas industrialmente é recomendado por possuírem padrão de produção adequado para as necessidades dos pisos ou pavimentos de concreto. Na utilização, as barras devem ser posicionadas paralelamente uma das outras mantendo um distanciamento e comprimento, conforme especificado em projeto, e a tolerância deve ser de 25 mm. Para que não ocorram deficiências localizadas de transferência de carga em relação ao plano horizontal, as barras devem estar no plano médio, com tolerância de 7 mm (ACI, 1990).
Jefferson
Bomfim dos Reis
Abril/2009 |
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